jul 15 2008

Raça de Gatos = Persa

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A história dessa raça tem inicio no século XVII, quando um viajante italiano chamado Pietro Della Valle passou pela Pérsia (atual Irã) e trouxe consigo alguns dos belos gatos que andavam pelas ruas locais. Ao chegar a Itália, imediatamente esses gatos ganharam a simpatia das pessoas devido a sua pelagem macia e brilhante.

Porém, a moderna raça persa surgiu somente no século XIX, quando esses gatos criados na Itália foram levados a Inglaterra, onde sofreram cruzamentos com gatos da raça angorá. Logo em seguida foi feito um trabalho de melhoramento genético visando se obter maior variedade de cores e padrões de pelagem. Há hoje mais de 100 diferentes combinações de cores para gatos dessa raça, variando desde o branco neve até o malhado (casco de tartaruga).

Normalmente, nessa raça a cor branca associada a presença de olhos azuis está geneticamente relacionada a problemas de audição no animal. Os gatos brancos com apenas um dos olhos azuis pode ser surdo de apenas um ouvido, enquanto que os espécimes com ambos os olhos azuis acabam não possuindo nenhuma audição.

Os persas são gatos muito procurados por pessoas que vivem em espaços pequenos, como apartamentos, pois seus miados são baixos e pouco comuns, além do fato desses animais apresentarem um forte apego ao seu dono.

Esse animal se caracteriza pela pelagem comprida e sedosa, com uma cabeça grande e redonda, orelhas pequenas e arredondadas com tufos de pelo no interior, olhos grandes e redondos de coloração vívida e patas curtas, porém musculosas. O padrão comum da raça apresenta focinhos achatados (flat face), porém alguns animais possuem focinhos um pouco mais alongados (doll face).

A manutenção de sua pelagem é um pouco trabalhosa, sobretudo devido a formação de nós ocorridos devido ao comprimento dos pelos.

O padrão de uma raça é determinado pelas associações que a representam. Assim sendo, existem pequenas variações de associação para associação. Abaixo podemos ver o padrão da FIFe (Federação Felina Internacional).

* Tamanho: Médio a Grande – Os machos são maiores que as fêmeas, pesando de 4 a 5 kg, e as fêmeas de 3 a 4 kg.
* Orelhas: Pequenas, arredondadas nas pontas e bem separadas.
* Nariz: Achatado, Curto, Largo, com stop bem definido, situado entre os olhos e entre as pálpebras superiores e inferiores, nariz não arrebitado. As narinas devem ser bem abertas.
* Corpo: De estrutura compacta, patas curtas, peito largo, ombros e dorso maciços, bem musculosos, de comprimento curto e formato quadrado.
* Rabo: De comprimento curto, dobrado sobre o dorso fica entre a nuca (muito longo) e o meio das costas (ideal).
* Pescoço: Curto e forte.
* Cabeça: De formato redondo, maciça, bem equilibrada, crânio largo. Testa arredondada, bochechas cheias.
* Pelagem: Comprida, densa , de textura fina e sedosa (sem ser lanosa.
* Olhos: Grandes, redondos e simétricos, bem separados, dando a face uma expressão mais aberta. De cor sólida, brilhante.
* Patas: Grandes, redondas, sendo desejável tufos de pelos entre os dedos.

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mai 11 2008

Apesar do abandono de animais, novas entidades protetoras surgem


RIO – Apesar das estatísticas alarmantes de abandono, também cresce a sensibilização e o envolvimento de pessoas com a proteção dos animais.

Assim, são incontáveis os Fotologs, Blogs e comunidades no site de relacionamentos Orkut dedicados, principalmente, à adoção. Esses grupos agem por genuíno amor aos animais, procurando ajudar a diminuir o tamanho do problema que já existe.

Entre as diversas entidades organizadas existentes no Rio, a ONG Oito Vidas, que funciona na Gávea, é dedicada principalmente aos gatos, embora ocasionalmente atenda outros pequenos animais, como cachorros ou coelhos. Foi fundada por duas amigas que amam os bichos, a odontopediatra Lílian Queiroz e a advogada Cristina Palmer, com inspiração na Feral Cat Coalition de San Diego, nos Estados Unidos (http://www.feralcat.com/).

A ONG estimula a adoção e também faz intervenções diretamente nas colônias onde os gatos abandonados vivem e costumam se reproduzir desordenadamente. Os animais são então esterilizados, vacinados, vermifugados, e em seguida devolvidos ao mesmo local, sob supervisão e cuidados.

Assim, a ação tem como objetivo evitar o sofrimento com a superpopulação dos abrigos e a proliferação da colônia.

Além disso, a ONG também recebe e cuida dos animais trazidos por voluntários cadastrados, colocando-os em lares provisórios enquanto aguardam lares definitivos. Contam também com alguns veterinários voluntários, que dão assistência aos animais.

- Não queremos levantar bandeira contra os abrigos. Cada entidade protetora dos animais tem sua própria filosofia e maneira de atuar. Acreditamos, porém, que o confinamento faz mal aos bichos.

- Aglomerados e sem espaço, eles acabam estressados e deprimidos – esclarece

- Procuramos conscientizar e modificar a atitude das pessoas que vivem próximas aos locais onde há colônias de gatos – complementa.

Os interessados em ajudar podem se cadastrar através do site: http://www.oitovidas.org.br.

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mai 11 2008

Mistério ronda morte de 20 gatos em prédio do Cambuí

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Policiais civis do 13º Distrito Policial (Cambuí), em Campinas, abriram na na sexta-feira (9) um inquérito para apurar a responsabilidade da médica Maria Izabel Fazolo, de 50 anos, por maus tratos a animais.

Eles chegaram ao prédio de luxo onde mora a suspeita, na Rua Ferreira Penteado, no Cambuí, depois de receberem denúncias de moradores de que cerca de 20 gatos -que seriam todos de propriedade de Maria Izabel – apareceram mortos no condomínio nos últimos cinco meses; o último deles hoje (9) pela manhã, em um canteiro próximo à portaria. Os policiais entraram no apartamento da médica amparados por um mandado judicial e encontraram quatro gatos vivos, que serão encaminhados para adoção.

Uma testemunha que preferiu manter o anonimato afirma ter visto um vulto e a mão de uma pessoa arremessando um gato da sacada do apartamento da médica, no 8º andar, no último dia 2 dezembro, às 6h30 da manhã.

Nesse mesmo dia, segundo a testemunha, outro gato teria sido arremessado do apartamento, poucas horas depois. “Eu já encontrei 20 gatos mortos aqui no prédio. Oito deles foram jogados da sacada e o restante estava nas lixeiras das áreas comuns do prédio”, afirmou.

A cantora Fernanda Simionato, uma das moradoras do prédio, contou que no último dia 16 de abril encontrou um filhote caído próximo ao local onde o gato foi encontrado hoje (9). Como o animal ainda estava vivo, ela resolveu levá-lo ao veterinário. “Ele não agüentou e acabou morrendo. No laudo, o veterinário disse que o gatinho tinha perfurações na barriga e no ânus”. Segundo a cantora, na ocasião a médica admitiu que o era a dona do gato. Fernanda registrou um Boletim de Ocorrência e entregou o laudo nas mãos de policiais do 13º DP. “Se fosse um gato e ela alegasse que caiu, tudo bem, mas foram vários, é difícil acreditar nisso”, avaliou.

Maria Izabel negou maltratar animais e disse nunca ter matado um deles ou os atirado da sacada. Ela se definou como uma defensora dos gatos, uma vez que os recolhe da rua e leva até o seu apartamento. “Eu queria deixar claro que não como animais, sou vegetariana e acredito que assim como nós, cada animal tem uma alma”, disse. A médica garantiu que apenas que quatro dos seus gatos caíram da sacada, por acidente. “Não coloquei redes porque eles rasgam com a unha e também porque não tinha condições financeiras. Quando eu puder, vou morar em uma casa bem grande e ter vários gatos no quintal”, disse ela.

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