03 nov 2007
São Pedro pode ter primeiro caso de Leishmaniose Viceral confirmado
A Leishmaniose Viceral (LV) é uma infecção zoonótica que afeta os animais e o ser humano causada pelo protozoário do gênero, leishmania sp e transmitida por várias espécies de insetos vetores conhecidos como flebotomíneos.
É uma das seis doenças endêmicas mais importantes no mundo, dada a sua incidência, alta mortalidade em indivíduos não tratados, crianças desnutridas, e emergente em indivíduos portadores de HIV.
No Estado de São Paulo, mais especificamente, começou em 1998, na região de Araçatuba. Passado quase 10 anos, a doença se aproxima de nossa cidade. No ciclo natural da infecção os flebotomíneos servem como vetores transmitindo o parasita entre os animais domésticos, silvestres e humanos.
O cão geralmente é o principal hospedeiro de Leishmaniose infantum, em áreas urbanas e dentre os vários vetores, o “mosquito palha” é o principal deles.
Os sinais clínicos são variados, desde uma simples lesão na pele até insuficiência renal.
Segundo Dr. Alex Siloto, a cidade de São Pedro, é considerada zona silenciosa, pois ainda não temos nenhum caso positivo. “Estamos aguardando o resultado do laboratório, pois esta semana uma clínica particular nos enviou o material de um caso suspeito, onde provavelmente se deu a positivação do caso. Estamos esperando a contra prova agora do laboratório Adolfo Lutz na capital”.
Dr. Siloto, diz que a Secretaria de Saúde e as Vigilâncias Sanitárias, Epidemiológicas e Controle de Vetores, estão atentos e que no último dia 31, houve uma reunião com os departamentos citados juntamente com todos os médicos veterinários de clínicas particulares e agropecuárias de São Pedro.
Ressalta, também que a equipe de controle de vetores além do trabalho realizado contra a dengue, estará na próxima semana recebendo treinamento da SUCEM (Superintendência de Controle de Endemias) para fiscalizar os logradouros dos vetores que transmitem a doença e que estão sendo feitos também, trabalhos educativos nas escolas.
No Departamento de Vigilância Epidemiológica, os enfermeiros e médicos estão sendo orientados quanto aos sintomas da doença, já que os humanos também podem contrai-la.
Dr. Alex Siloto, ressalta que o melhor método é a prevenção, visto que a doença no cão dificilmente tem cura e o Ministério da Saúde preconiza o tratamento somente em humanos. O tratamento preventivo no animal consiste na colocação de coleiras ou produtos a base de Deltametrina ou Permetrina, mas, pede a população qualquer caso suspeito procure o médico veterinário responsável pelo seu cão para um diagnóstico preciso.
Fonte = Folha de São Pedro
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Paulo Pinto de Castro