Wednesday, March 10, 2010 1:58

Animais recebem tratamento e carinho

Postado por admin em domingo, novembro 11, 2007, 10:35
categoria: Adoções, Associações, Geral com 2 Comentários até agora.


O amor pelos animais levou 30 pessoas a se reunir e formar a Acipa (Associação Cidadã de Proteção dos Animais). Só no mês de outubro, 70 foram recolhidos das ruas, receberam tratamento na associação e encontraram um lar. “Antes cada um fazia um trabalho isolado. Há dois meses resolvemos unir forças e montar a associação”, diz Laurenice Veloso, tesoureira da Acipa.

O trabalho dos voluntários é voltado para os animais abandonados, principalmente cachorros. “Existem muitos animais abandonados nas ruas de Cascavel. Não conseguimos atender todos”, lamenta Irapuã Schinieder, presidente da Acipa.

Para Laurenice, a única solução para Cascavel é a construção de um centro de zoonoses. “A cidade precisa de centro, mas não para matar os animais e sim para preservar a vida deles”.
A Unioeste de Cascavel emprestou uma estrutura com cerca de 30 m², dentro do campus da universidade, para abrigar os animais recolhidos. Recebem atendimento médico, comida e carinho. “A principal carência desses animais é de carinho. Alguns fogem, mas acabam voltando, pois sabem que aqui serão bem tratados”, conta Irapuã.

A maioria dos animais chega à associação com problemas de saúde. O caso que mais chamou atenção foi de uma cachorrinha recolhida essa semana na área militar. Foram retirados mais de 300 bernes da região do pescoço. “A região está oca, os bichos quase chegam no sistema nervoso dela”, descreve o presidente.


Depois de tratados, os animais são castrados e vão para adoção. “Não temos como ficar com os bichinhos. Então quem tem interesse pode levá-los para casa”, diz Laurenice.

A associação não recebe apoio financeiro, a maior parte da verba é arrecadada com eventos que promove. O único serviço que não tem custo para a Acipa é a castração. “Mantemos com o trabalho dos voluntários e o dinheiro dos eventos. Para as consultas conseguimos fazer um acordo com os veterinários, que cobram mais barato”, diz Laurenice. Para manter os 30 animais que hoje estão na associação seriam necessários R$ 1 mil por mês, que seriam gastos com médico, remédios e os 100 quilos de ração.

Para melhorar a alimentação dos filhotes, Laurenice compra, com o próprio dinheiro, dois quilos de carne moída por dia para misturar na ração. “Eles são desnutridos e precisam de uma alimentação mais reforçada para se recuperarem”, explica.

Os associados se revezam para manter o local em boas condições. “Fizemos uma escala de serviço. Duas pessoas por dia, uma de manhã e outra à tarde, passam aqui para limpar, dar comida e trocar água”, conta Laurenice.

Os interessados em ajudar a associação ou adotar um dos animais podem ligar para o telefone (45) 9116-6261, com Irapuã.

Vida nova
Nem só de doenças é feita a história da Acipa (Associação Cidadã de Proteção dos Animais). Essa semana dez filhotes nasceram na associação. A mãe foi recolhida, a pedido da população, em um terreno em frente à Prefeitura de Cascavel. “Logo que ela chegou aqui os filhotes nasceram. Ela sentiu que era um lugar seguro para eles”, diz Irapuã Schneider, presidente da Acipa.
Ele afirma que um circo abandonou os cachorros. “Ainda ficaram vários animais lá, no terreno”.
Como a estrutura da associação é limitada, não existem condições de recolher todos os animais. “Infelizmente temos que escolher. Quem está em uma situação mais grave é atendido, os outros têm que continuar na rua”, diz.
Os filhotes vão receber a primeira dose da vacina em 30 dias e depois ficarão disponíveis para adoção.

Deficiência não é doença
Infelizmente, nem todos os animais conseguem se recuperar totalmente. Comissária chegou à associação há 15 dias. A suspeita é que tenha sido atropelada. “Ela chegou com problema nas duas patinhas de trás. Não sabemos exatamente o que aconteceu”, diz Irapuã Schinieder.
Ela é muito ativa, não pára um minuto e estava se machucando para andar, já que arrastava parte do corpo no chão. “Ela estava ficando toda arranhada”, conta Irapuã.
Para resolver o problema de Comissária, ele construiu uma espécie de cadeira de rodas para cachorro. As duas rodas são presas a uma estrutura montada com canos de PVC. A parte que fica presa ao corpo de Comissária foi feita com pedaços de calça jeans e coleira. “A intenção é que ela continue a ter uma vida normal”, diz Irapuã.
Além dela, existem na associação dois cachorros que ficaram cegos. “Precisamos conscientizar as pessoas que, apesar da deficiência, são como qualquer animal e também podem ser adotados”, enfatiza Laurenice Veloso, tesoureira da Acipa.
O nome Comissária foi dado porque ela foi encontrada na rua do aeroporto de Cascavel. “Todos os nomes fazem referência ou ao local que foram encontrados ou à situação em que chegaram aqui”, conta Irapuã.

2 Comentários

  1. Eliane
    29 janeiro, 2009, 19:10

    Estou com 4 gatinhos que encontrei e preciso doar pois não poderei mante ló por muitos dias são cianeses tem mais ou mesnos 25 dias de vida estão bem e sendo amamentados, vou ficar com a mamae dos gatinhos peguei carrinho por ela.
    telefone 32281263 84033579

  2. Eva Ferrarezi
    17 novembro, 2009, 9:36

    procuro minha cachorra, vira-lata cor amarela com patas e orelhas brancas, ela fugiu proximo ao nucleo de educaçao no São Cristovão. Ofereço recompença.. Onome dela é MAIA é de porte grande mas é muito dócil. Estou muito preocupada, ela tem cancer nas tetas. grata.

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