23 set 2007
Animais de Estimação = Vida cada vez mais humana
De atendimento veterinário ao embelezamento e “books” de cães e gatos, o mercado pet tornou-se um dos mais lucrativos dos últimos tempos nos Brasil
“Vida de cachorro” deixou de ser sinônimo de situação ruim. Tem muito cachorro vivendo melhor do que a maioria dos seres humanos e, a cada dia, surgem novidades para proporcionar saúde, qualidade de vida e longevidade aos animais. Em Maringá, por exemplo, a medicina veterinária oferece atendimento de primeiro mundo a cães, gatos e outros animais, desde um simples atendimento clínico até procedimentos mais modernos, como cirurgia videolaparoscópica, unidade de terapia intensiva (UTI), endoscopia digestiva alta, anestesiologia, clínica e cirurgia oncológica, cardiologia, oftalmologia, nefrologia, dermatologia, imunologia e alergologia, ortopedia e traumatologia, ecografia e ecodoppler, além, é claro, de radiologia. Também há algumas práticas milenares, como a acupuntura, que até pouco tempo eram exclusividade dos humanos, mas tornaram-se aliadas da saúde animal. A tudo isso soma-se a nutrição e até psicologia.
A modernização do mercado para animais de estimação (pets) se deu nos últimos dez anos e, hoje, a cidade conta com hospitais e clínicas veterinárias comparáveis aos hospitais destinados às pessoas. Paralelo à estruturação, a cidade ganhou também profissionais especializados em áreas até pouco tempo atrás inimagináveis. “Somos todos médicos-veterinários, mas cada um preferiu cursos de especialização em áreas distintas“, cita Egon José Fuch, diretor clínico e cirurgião do Hospital Veterinário S.O.S. Animal. “Em um mercado competitivo como se tornou o de animais de estimação, profissionais que não oferecem qualidade no atendimento estão cada vez com menos espaço“, completa Ívia Carmem Talieri, diretora da Clínica Gato Ponto Cão.
O mercado pet está tornando-se tão atrativo que veterinária voltou a ser um dos cursos superiores mais disputados nos últimos anos. Além de ser uma alternativa profissional, o ramo fortalece cada vez mais uma ampla rede, que envolve também farmácias veterinárias, fábricas de ração, lojas de pet shop e, agora, até planos de saúde para animais. Até embelezadores e fotógrafos que preparam books de cães e gatos asseguraram lugar muito lucrativo no mercado.
Segundo profissionais do setor, a tendência do mercado é de diversificação cada vez maior de produtos e serviços. Em todo o Brasil, existem milhares de pet shops, que movimentam cerca de US$ 8 milhões por ano. Na área de alimentação, carro-chefe do setor pet, é a segmentação que permite a algumas indústrias crescer acima da média do mercado. O setor continua em alta e, só no ano passado, a expansão foi de 12%. A diversificação e o surgimento de novos produtos garantem a continuidade deste crescimento. Ultimamente, por exemplo, está virando moda a busca por alimentos de baixo teor calórico, já que estima-se que até 33% dos cães e gatos no país são obesos.
Fonte = O Diário do Norte do Paraná
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