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jun 14 2008

ONG cobra aplicação de lei contra abandono de animais

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O abandono de animais não é apenas uma dificuldade pontual, provocada por uma ou outra pessoa menos consciente. Trata-se de um problema de saúde pública, que também causa injustiças sociais. Por acreditar nisso, a Organização Não-Governamental (ONG) Instituto Vidadigna cobrará das autoridades responsáveis o cumprimento de leis que ajudem a conter o desamparo de animais como cães e gatos.

O abandono é responsável ainda pela superpopulação dos bichos. Uma saída para o problema seria fechar o cerco contra quem os desampara, sustenta Beatriz Schuler, presidente da entidade, que em 2008 completará cinco anos. Ela cita, por exemplo, a lei 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Ela prevê detenção de até um ano para quem abusar, maltratar, ferir ou mutiliar animais.

Beatriz aponta também o decreto lei número 24.645/34 onde consta, entre outras coisas, a tutela pelo Estado de todos os animais existentes no País. A presidente da ONG recorre ainda ao artigo 225 da Constituição Federal para explicar as ações da ONG. Costa na Carta Magna que é incumbência do poder público proteger a fauna e a flora.

Se não houver responsáveis humanos, dificilmente resolveremos”, comenta mostrando cães e gatos que mantêm em casa. No total, ela cuida de 120 deles. “É só cumprir as leis existentes. Vamos fazer campanhas específicas para exigir maior responsabilidade das comunidades urbanas em relação à posse de animais domésticos, minimizando assim a superlotação de animais abandonados, os maus-tratos, a incidência de zoonoses e a silenciosa injustiça social que padecem seus protetores”, informa a presidente do instituto.

Mobilização

Um animal abandonado, em muitos casos, chega a mobilizar cinco, seis pessoas. Algumas delas passam a cuidar deles, mesmo sem ter condições pessoais e financeiras. Errantes, cães e gatos acabam levando drama para dentro da casa de pessoas que se preocupam com eles. Poucas delas recolhem 30, 40, até 50 para evitar vê-los sofrendo pelas ruas, onde se reproduzem com muita freqüência.

Tanto que um dos objetivos do Vidadigna é justamente desenvolver projeto para esterilização de animais domésticos por meio da rede pública. A idéia é facilitar o controle do número desses animais no município e consequentemente sobre a incidência de zoonoses. Neste sentido, a entidade espera atuar na conscientização das pessoas por meio de um programa básico de educação.

A produção de curta-metragens, reportagens e documentários informativos, educativos e aplicativos foi integrada à proposta. “O instituto conta atualmente com uma pequena equipe de voluntários. Eles vêm trabalhando e custeando algumas atividades que buscam soluções dignas para o abandono de animais domésticos nos centros urbanos”, conclui Beatriz.

Luciana La Fortezza
Fonte = JCNET

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jun 14 2008

Animais em extinção são soltos em represa - PIRAÍ / RIO CLARO

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A Light promoveu na manhã de ontem, na represa de Ribeirão das Lages, a soltura de uma capivara e de 600 pássaros das espécies pixoxó, araçari poca, araçari banana e tucano de bico preto, algumas delas em extinção. A ação foi realizada em parceria com o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas/Ibama), localizado em Seropédica (RJ), e faz parte do Projeto de Inclusão Socioambiental, lançado em abril, junto com a Escola de Lajes, com o objetivo de sensibilizar as populações vizinhas sobre a preservação de recursos ambientais e os efeitos do aquecimento global.

Os animais foram apreendidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama) em feiras ilegais em Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

O Cetas é responsável por recepcionar, fazer triagem e tratar das espécies silvestres apreendidas em ações de combate ao contrabando. Eventualmente, recebe animais de particulares mantidos em cativeiros domésticos. A capivara e os pássaros são característicos da região. Os animais receberam tratamento de suporte, acompanhamento veterinário e ficaram em quarentena antes da soltura.

PROJETO
Há dois meses, a Light lançou o Programa de Inclusão Socioambiental já contribuindo para a recuperação da fauna do Reservatório de Lajes. Na ocasião, a empresa soltou dez mil filhotes de peixes das espécies lambari-do-rabo-amarelo, pirapitinga-do-sul e piabanha e 400 pássaros de várias espécies de ocorrência local.

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jun 02 2008

Campo Grande - Projeto de Lei ‘circo sem animais’ é votado amanhã

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A partir das 9h do dia 3/06, terça-feira, entrará em votação, na Câmara Municipal de Campo Grande, Projeto de Lei (PL) Complementar 164/07, de autoria do vereador Marcelo Bluma (PV), que visa proibir expedição de licenças e alvarás para circos que utilizem animais em seus espetáculos.

Outras cidades já possuem leis semelhantes, como Porto Alegre e São Leopoldo (RS), Campinas (SP), Cotia (SP), Sorocaba (SP) e Blumenau (SC), além dos Estados de Pernambuco e do Rio de Janeiro. Com a aprovação do PL, Campo Grande também poderá ser reconhecida como uma cidade que protege não só seus animais, mas também bichos de várias localidades.

O mais forte argumento contra o uso de animais em circos está no fato de se saber que os bichos vêm de vários cantos do mundo, sendo, portanto, irremediavelmente retirados do seu habitat natural, com inúmeros relatos de violência no processo de captura e treinamento. Ao não compactuar com tamanha atrocidade, impedindo que tais circos aqui se estabeleçam, Campo Grande não mais servirá de fonte para a manutenção dessa indústria tão cruel.

Maria Lúcia Metello, presidente do Abrigo dos Bichos, reforça o apoio da ONG: “O que nós esperamos é que o legislativo campo-grandense demonstre à população que está preocupado com as questões mais fundamentais do bem-estar animal. Quem votar contra o projeto vai exibir publicamente a ignorância e a crueldade daqueles que conseguem rir frente ao espetáculo humilhante da violência contra animais impossibilitados de se defender”.

Opinião popular

Em uma enquete sobre o assunto, o site RMT Online (www.rmtonline.com.br) demonstra o quanto a população de Campo Grande parece aprovar a nova lei. No início da tarde de hoje, segunda-feira, o resultado dos votos era o seguinte: 70% a favor da nova lei; apenas 6% contra e 24% defendendo a fiscalização das condições dos animais nos circos. A votação no site continua.

O Abrigo dos Bichos

A Sociedade de Proteção e Bem-Estar Animal “Abrigo dos Bichos” é uma Associação Civil de Direito Privado, de caráter sócio-ambientalista, sem fins lucrativos, fundada em 2001, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O website é www.abrigodosbichos.com.br

Sua missão é “Preservar a Saúde Pública Respeitando a Vida Animal”. A instituição é mantida com doações e o trabalho voluntário de profissionais de diversas áreas de formação. É afiliada à WSPA - Word Society for the Protection of Animals (Sociedade Mundial de Proteção Animal) -, considerada órgão consultivo pela ONU e pelo Conselho Europeu.

Parabéns a Campo Grande e as outras Cidades e Estados que já possuem leis semelhantes.

Editado em 03/06

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou durante sessão ordinária desta terça-feira (dia 3), em turno único de discussão e votação, o Projeto Substitutivo ao Projeto de Lei Complementar nº 164/07, que dispõe sobre a proibição da expedição de licenças e alvarás para espetáculos circenses que utilizem animais selvagens, domésticos, nativos ou exóticos em Campo Grande, de autoria do vereador Marcelo Bluma (PV).

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mai 11 2008

Apesar do abandono de animais, novas entidades protetoras surgem


RIO - Apesar das estatísticas alarmantes de abandono, também cresce a sensibilização e o envolvimento de pessoas com a proteção dos animais.

Assim, são incontáveis os Fotologs, Blogs e comunidades no site de relacionamentos Orkut dedicados, principalmente, à adoção. Esses grupos agem por genuíno amor aos animais, procurando ajudar a diminuir o tamanho do problema que já existe.

Entre as diversas entidades organizadas existentes no Rio, a ONG Oito Vidas, que funciona na Gávea, é dedicada principalmente aos gatos, embora ocasionalmente atenda outros pequenos animais, como cachorros ou coelhos. Foi fundada por duas amigas que amam os bichos, a odontopediatra Lílian Queiroz e a advogada Cristina Palmer, com inspiração na Feral Cat Coalition de San Diego, nos Estados Unidos (http://www.feralcat.com/).

A ONG estimula a adoção e também faz intervenções diretamente nas colônias onde os gatos abandonados vivem e costumam se reproduzir desordenadamente. Os animais são então esterilizados, vacinados, vermifugados, e em seguida devolvidos ao mesmo local, sob supervisão e cuidados.

Assim, a ação tem como objetivo evitar o sofrimento com a superpopulação dos abrigos e a proliferação da colônia.

Além disso, a ONG também recebe e cuida dos animais trazidos por voluntários cadastrados, colocando-os em lares provisórios enquanto aguardam lares definitivos. Contam também com alguns veterinários voluntários, que dão assistência aos animais.

- Não queremos levantar bandeira contra os abrigos. Cada entidade protetora dos animais tem sua própria filosofia e maneira de atuar. Acreditamos, porém, que o confinamento faz mal aos bichos.

- Aglomerados e sem espaço, eles acabam estressados e deprimidos - esclarece

- Procuramos conscientizar e modificar a atitude das pessoas que vivem próximas aos locais onde há colônias de gatos – complementa.

Os interessados em ajudar podem se cadastrar através do site: http://www.oitovidas.org.br.

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nov 25 2007

Animais do circo Beto Carreiro podem estar sofrendo maus tratos

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Por trás das apresentações do “Mundo Mágico de Beto Carreiro“, cenas não tão atraentes podem estar se desenrolando sem que o respeitável público tome conhecimento. Esta semana, o Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa) recebeu uma série de denúncias sobre a má acomodação dos animais, principalmente da elefanta, acorrentada em um pequeno espaço.

Fortalecido pela aprovação, no último dia 14, na Câmara de Vereadores de Maceió, por unanimidade, da lei que proíbe a apresentação de espetáculos contendo animais na cidade, o Núcleo está se articulando com órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (secção Meio Ambiente) para tomar as providências cabíveis diante das denúncias.

As pessoas que denunciaram o circo estiveram lá e se chocaram com as más condições de instalação dos animais. A elefanta é a que mais sofre. A corrente é muito curta, o espaço em que ela se encontra é muito pequeno e ela já apresenta o movimento repetitivo da cabeça, de um lado para o outro, que é um sintoma, reconhecido pelos veterinários, de uma espécie de neurose adquirida por animais em confinamento“, esclarece a presidente do Neafa, Ângela Seabra.
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